sábado, 9 de julho de 2016

As ruas e os erros

Nas ruas, 
nas cidades. 
Por hora, 
sem ter tempo, 
os acontecimentos 
mudam de forma. 
Sobre abstrações sentimentais, 
os corpos trocam de pele 
e na empiria constipada, 
queimam  com o sol 
em casas diferentes, 
moram nos murmúrios dolorosos 
em que se fábrica a carne, 
onde se envelhece o espírito, 
formativas auto reflexões 
apropriadas a individual assombração. 

Tudo feito proclamação 
de juventude podre. 
Já que no final, 
não existe reconhecimento, 
não tem mais nada. 
Sem categorias, 
sem motivos. 
Uma incessante corrida fúnebre, 
no Jogo de erros convergentes. 
Não existe mais ninguém, 
não existe mais aqui. 
São apenas manhãs 
e madrugadas 
de vidas 
e sobrevidas.


Nenhum comentário:

Postar um comentário