segunda-feira, 25 de julho de 2016

Azul, como azul de sempre.

Ela sempre gostou do mesmo azul que eu...

Mesmo diante de tantas cores e tantos mundos, 
o vermelho da caneta
não se fez valer como as nuvens.
O verde dos gramados
não se mostrou tão potente quanto, 
o céu aberto de uma tarde qualquer.

Entre fugacidades, 
ela sempre esteve aqui depois daquela noite...

Acasos e desfiladeiros de um descontrole 
formado sobre o que é ser contido. 
Sempre sentindo o passado engasgar a garganta, 
para fomentar abraços e desencontros 
entre personificações que mesmo de tão longe, 
olharam para o mesmo azul 
e  estiveram lado a lado.

Em reciprocidade, ela esteve sorrindo sozinha, 
enquanto meus olhos estavam abertos... 









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