domingo, 24 de julho de 2016

O cheiro de um domingo qualquer.

Eu pensava 
sobre ele, outras coisas 
e sobre formas, 
que me torciam 
a retina, 
até onde as percepções 
poderiam alcançar.
                           
Sobretudo...

Era tudo distância. 

Definitivamente
mundos distintos.    
Enquanto eu, 
estava no banco de trás 
do carro.
Ele, estava nas profundezas 
do inferno.
Entre nós, 
o abraço do planeta 
não passava
de estofado e lataria. 
Baseado em um 
dia fresco, 
com cheiro e vento 
de asfalto quente.
Estávamos atolados 
em suposições inócuas,
tão vivos quanto 
o sol sangrento de domingo.
Apesar, de não acontecer 
absolutamente nada
entre os universos 
e condimentos daquela 
tarde ácida.


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