sexta-feira, 10 de junho de 2016

As vozes da cidade

Virar a cada esquina, 
sentar na próxima sarjeta.
Isso é o que se faz 
e o que se deixa de fazer, 
nas veredas da cidade problema. 
Onde tudo é muito simples,  
rugidos dizem tristeza, 
trovões cantam 
e tudo bem. 

Sobre os sussurros 
do município, 
o genocídio 
do indivíduo 
trucida as multidões. 
Constantemente submetidas, 
á luzes que se 
distorcem 
e sapatos, 
que sufocam 
frágeis enfermos.    

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