segunda-feira, 20 de junho de 2016

O céu e a arvore do mês de maio

Maio, feito o marco de um dia dissimulado qualquer. 
Friccionado entre flores e desamores 
de uma tarde que já não era dia.
O sol descia, o  mundo girava e os filhos dos filhos caiam desolados, 
portando entre si os olhos que deslumbravam 
as cores tristes e  a árvore fixa.
No tempo uns partindo, outros sadios e sedentos.
Desmedidos, cortavam e  faziam coisas que amarravam no pescoço,
Sendo ameaçados, ameaçavam ser os seres de dentro.

Tudo mesmo, em pouco tempo...

Sentavam e torciam as bocas na desocupação do cérebro. 

Já sentados, despiam-se fazendo de tudo para sorrir. 

Assim parados, observavam o roxo e o cinza acima das pálpebras, 
esperando vagarosamente a tarde ir.

E por fim, desapaixonados, assistiam o último pedaço azul de céu 
naturalmente cair em terra.

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