Sem ternura
os olhos escorregam,
julgam e convidam a bebida.
Sorridente e farta,
vive dançante entre os sedentos a mesa.
Sintomática, sensualiza na boca,
queimando no estômago
fazendo parir
novidades e entrelinhas,
que me sugam e me subjugam
quando deslizo a caneta,
com o que sai
de dentro do espelho.
Difundindo em papéis usados
o que não se perde
dos olhos ausentes
e inflamados.
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