sexta-feira, 10 de junho de 2016

Sobre a Bebida e a ausência

Sem ternura 
os olhos escorregam,
julgam e convidam a bebida. 
Sorridente e farta, 
vive dançante entre os sedentos a mesa. 
Sintomática, sensualiza na boca, 
queimando no estômago
fazendo parir 
novidades e entrelinhas, 
que me sugam e me subjugam 
quando deslizo a caneta, 
com o que sai 
de dentro do espelho.
Difundindo em papéis usados 
o que não se perde
dos olhos ausentes 
e inflamados.

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